Metodologia
O cronograma de fauna acompanha o da supressão. Cada etapa tem atividades definidas e uma entrega verificável.
Princípio do método
Supressão direcionada
O corte avança em sentido único, do lado oposto à mata em direção a ela, em faixas sucessivas e com velocidade controlada (Portaria IAT nº 12/2024, art. 25).
Os animais tendem a se deslocar sozinhos à frente do corte. A captura fica restrita aos animais que não conseguem sair sozinhos, estão feridos ou oferecem risco à equipe.
Etapas
Sete etapas, do diagnóstico ao protocolo
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Etapa 01
Diagnóstico e enquadramento
Antes da proposta
- Análise da licença, da autorização de supressão, do inventário florestal e do estágio da vegetação
- Enquadramento no Anexo I da Portaria IAT nº 12/2024 (área urbana ou rural, estágio e hectares)
- Levantamento de dados de fauna e das espécies ameaçadas com ocorrência na região
- Mapeamento de unidades de conservação, APPs, remanescentes e corredores
Entregas Parecer de enquadramento Proposta técnica e cronograma -
Etapa 02
Plano de trabalho e autorização
Antes da supressão
- Plano de afugentamento e resgate no checklist do IAT
- Seleção e caracterização das áreas de soltura, com anuência dos proprietários
- Convênio com clínica veterinária e cartas de aceite das instituições de destino
- Apoio ao pedido pelo e-Protocolo do IAT ou, no licenciamento federal, ao pedido de Abio ao Ibama
Entregas Plano de trabalho e mapas .kmz Cartas de convênio e de aceite Pedido de autorização protocolado e acompanhado -
Etapa 03
Mobilização
Dias antes do corte
- Treinamento da equipe de supressão: conduta com a fauna, animais peçonhentos e EPIs
- Definição, com a construtora, das frentes, do sentido e da velocidade do corte
- Montagem da estrutura veterinária exigida pelo porte da supressão
- Kits de captura, transporte e primeiros socorros; plano de contingência
Entregas Registro do treinamento Mapa de supressão direcionada Plano de contingência -
Etapa 04
Varredura prévia
Imediatamente antes de cada frente
- Vistoria da frente que será suprimida
- Sinalização de ninhos, ocos, tocas, colônias de abelhas nativas e abrigos de morcegos
- Resgate de bromélias e epífitas com fauna, junto com o resgate de flora
- Isolamento de árvores com ninho ativo
Entregas Mapa de pontos sensíveis Liberação formal da frente -
Etapa 05
Acompanhamento da supressão
Durante todo o corte
- Equipe de fauna em todas as frentes ativas
- Supressão direcionada, em etapas e com ritmo controlado
- Afugentamento ativo quando necessário e captura apenas nas hipóteses previstas
- Triagem, atendimento e soltura imediata dos animais aptos
- Busca de colônias de abelhas nativas também no arraste, no empilhamento e no transporte da madeira
Entregas Diário de campo Ficha individual por animal Planilha de dados brutos (modelo IAT) -
Etapa 06
Destinação e pós-supressão
Ao fim de cada etapa
- Reabilitação dos animais feridos e soltura com laudo
- Encaminhamento dos animais não soltáveis com autorização do IAT
- Destinação de óbitos a coleções científicas
- Vistoria final e monitoramento pós-soltura
Entregas Laudos veterinários Termos de recebimento e cartas de aceite -
Etapa 07
Relatório e encerramento
No prazo da autorização
- Consolidação dos dados e dos indicadores
- Análise crítica do impacto sobre a fauna
- Tabela de atendimento às condicionantes
- Protocolo do relatório no órgão ambiental
Entregas Relatório consolidado no modelo do IAT Comprovante de protocolo
Campo
Técnicas de campo
Supressão direcionada
O corte segue do ponto mais distante da mata em direção a ela, em faixas sucessivas, conduzindo a fauna para áreas seguras.
Corte em etapas e ritmo controlado
Sub-bosque manual, depois motosserra e só então máquinas, com velocidade limitada e pausas quando a equipe de fauna precisa atuar.
Afugentamento passivo e ativo
Aproximação gradual das frentes e, quando necessário, estímulos sonoros e visuais sem contato, com barreiras que orientam a fuga.
Busca ativa e manejo de ninhos
Inspeção de sub-bosque, troncos, ocos, tocas e copas. Árvores com ninho ativo são isoladas, ou o ninho é realocado conforme o plano.
Epífitas e abelhas nativas
Bromélias e epífitas que abrigam anfíbios são realocadas, e as colônias de abelhas sem ferrão são transferidas e destinadas com registro.
Captura e contenção
Ganchos, pinças, puçás e caixas adequadas a cada grupo, pelo menor tempo possível. Contenção química apenas por médico-veterinário.
Triagem veterinária
Avaliação clínica, identificação, biometria e marcação individual conforme o plano aprovado, sem métodos que alterem o comportamento.
Soltura imediata e aclimatação
O animal apto é solto logo após a avaliação, em área aprovada, semelhante à de origem e conectada, com aclimatação quando necessária.
Registro e monitoramento
GPS e fotos com coordenada, data e hora em cada ocorrência, e técnicas que estimam a sobrevivência após a soltura.
Solicite uma proposta técnica
Informe o tipo de empreendimento, a área de supressão e o prazo. A resposta traz os próximos passos e, quando necessário, o agendamento da visita técnica.